segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

vinheta filmes a granel

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Filmes a granel na Rede Nordeste de Cinema Universitário


Por iniciativa do Programa de Estudos Tutoriais em Cinema - PET Cinema, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, foram lançados os princípios básicos para a Rede Nordeste de Cinema Universitário. O evento aconteceu durante o primeiro encontro da Rede, que reuniu representantes de universidades, coletivos e entidades de classe ligadas ao audiovisual na cidade de Cachoeira, Bahia, entre os dias 27 a 29 de novembro.

A Rede Nordeste de Cinema Universitário tem como objetivo promover o diálogo entre a produção universitária realizada nos diversos Estados do Nordeste, favorecendo a reflexão crítica, o aprimoramento da produção e difusão do audiovisual universitário. Inicialmente será criado um site para divulgação das obras dos estudantes. Na Bahia, a União de Cineclubes, o Coletivo Urgente de Audiovisual - CUAL e a Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV / ABD-Ba) apoiam a criação da Rede.



Grupo formador da Rede: Ramon Coutinho (CUAL), Guilherme Sarmiento (UFRB), Rita Lima (UFRB), Marcus Mota (Coletivo Azedume-SE), Alexandre Santos (UFRN), Marcelo Ikeda (UFCE) Arthur Lins (Coletivo Filmes a granel  e UFPB), Mannu Costa (UFPE), Fátima Guimarães (ABD-Piauí), Izadora Chagas (UFRB), Carollini Assis (ABCV / ABD-BA)









segunda-feira, 3 de setembro de 2012

LAVAGEM PREMIADO NO RIOFAN 2012

Premiados RioFan 2012

Foi um pássaro? Um avião? Não, foi o RioFan que passou voando feito uma bala sobre as nossas cabeças – quatro dias que passaram muito, muito rápido.
Esta foi uma edição sacrificada, feita à base de vontade e paixão acima de tudo. Esperamos que todos os que compareceram ao Centro Cultural Justiça Federal e à Cinemateca do MAM para conferir as sessões tenham se divertido como nós nos divertimos fazendo o festival para vocês.
O público, como sempre, elegeu seus favoritos. Segue abaixo a lista completa dos premiados.
Um super obrigado a todos! Nos vemos ano que vem.
Equipe RioFan
PREMIADOS RIOFAN 2012
RioFan Shorts
1. Brutal Relax (Espanha), de Adrián Cardona, David Muñoz, Rafa Dengrá.
2. BlinkyTM (Canadá), de Ruairi Robinson.
3. Sexta Light (Espanha), de Asier Abio.
Curtas RioFan
1. Lavagem (PB), de Shiko.
2. Você já cortou seu cabelo com maquininha? (SP), de Marilia Hanashiro, Gabriel Buéssio.
3. Onde os mortos não têm vez (RJ), de Gabriel Fontes, Eduardo Gutherz, Bernardo D’Ávila.
Underground Brasil
1. O terno do Zé (RJ), de Fabiano Soares.
2. ALIENATION (RJ), de Julia Bragatto e Velho mundo (SP), de Armando Fonseca (empate).

[Extraído do http://riofan.wordpress.com]

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FILMES A GRANEL em alta definição



Cooperativa FILMES A GRANEL realiza mais um filme. Desta vez, o curta-metragem “Catástrofe ou A fabulosa história da mulher que engoliu um terremoto”, de Gian Orsini.

Catástrofe aborda as transformações no dia-a-dia de Alice, personagem vivido pela atriz paraibana Zezita Matos. Compõem ainda o elenco o ator e cooperado Tavinho Teixeira.

A superprodução gravada em 4K é a primeira produção da cooperativa em alta definição. As filmagens começaram na última sexta-feira (01/06) e foi encerrada hoje de madrugada (05/06). 

Além do dinheiro da cooperativa, o filme conta com os recursos do edital da UEPB para roteiros de filmes de curta-metragem e com o apoio do SEBRAE/PB, da Funjope, UFPB/Coex, Canne e NPD-PB.

+info em:

sexta-feira, 25 de maio de 2012

FILMES A GRANEL no Chá de Cadeira sobre Empreendedorismo Cultural


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Discutir  como o conhecimento se transforma em geração de trabalho e renda, e saber mais como novas ideias estão mudando o mundo ao nosso redor com a economia criativa. Com esta proposta, o Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, equipamento da Fundação Municipal de Cultura e Turismo, Funcaju, em parceria com o Instituto Banese e o Sebrae/SE, têm o prazer de convidar para o Chá de Cadeira sobre Empreendedorismo Cultural. O encontro acontece dia 25 de maiosexta, às 14h, no Museu da Gente Sergipana, e conta com a presença da Diretora da Secretaria da Economia Criativa do MinC, Luciana Guilherme; da Secretária de Estado da Cultura de Sergipe, Eloísa Galdino, e do representante da Filmes a Granel, Gian Orsini. O evento recebe o apoio da Assosciação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, ABD/SE, e da Secretaria da Economia Criativa do MinC.


Chá de Cadeira

O Chá de Cadeira é realizado pelo NPD desde julho de 2010 e tem como proposta estabelecer diálogos com o público, trazendo sempre convidados para debater questões intrínsecas e/ou transversais ao cenário audiovisual. A idéia é sentar, não para esperar mas para discutir tomando um saboroso chá. O Chá de Cadeira já recebeu personalidades influentes no audiovisual, como o diretor regional do Conselho Nacional de Cineclubes de Goiás, Luiz Felipe Mundim, o coordenador da Rede Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet, o pesquisador sergipano e coordenador do Núcleo Regional | Sergipe do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, Djaldino Mota Moreno, e Sofia Federico, diretora da Dimas – Diretoria de Audiovisual | Secretaria de Cultura da Bahia, que deram valiosa contribuição para o desenvolvimento do cenário audiovisual local.


Secretaria da Economia Criativa

Tem por missão conduzir a formulação, implementação e monitoramento de politicas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio e o fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros.
          

Filmes a Granel

Cooperativa paraibana de filmes independentes de baixíssimo orçamento que vem, desde 2010, realizando filmes em suas diversas modalidades: ficção, experimental e documentário. A cooperativa é um exemplo prático de como é possível produzir cultura e conhecimento usando criativamente a força de trabalho colaborativo de seus participantes.


Aceite o convite e deguste conosco esse bate-papo!

Chá de Cadeira
Data | 25 de maio
Hora | 14h
Local | Museu da Gente Sergipana


quarta-feira, 11 de abril de 2012

COOPERATIVA participa da SEMANA CINERAMA 2012| RJ


A FILMES A GRANEL – cooperativa de baixíssimo orçamento está na programação da SEMANA CINERAMA 2012, no Rio de Janeiro. O evento é realizado pelo cineclube Cinerama da UFRJ com uma programação composta por filmes brasileiros e encontros com críticos, profissionais e realizadores de diversas gerações.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A FELICIDADES DOS PEIXES é premiado na MFL 2012

3 curtas nordestinos serão premiados na MFL 2012

Com imensa alegria a MFL anuncia os primeiros destaques de sua edição 2012. Os realizadores dos curtas abaixo virão ao evento no Rio de Janeiro para receberem seu troféu Filme Livre! e conversar com o público. Também já ganharam textos inéditos escritos pela curadoria da mostra! Começamos divulgando os 3 filmes do Nordeste que este ano serão protagonistas livres e seus respectivos textos! Em breve os demais curtas e longas premiados na Mostra do Filme Livre 2012, que começa dia primeiro de março no Centro Cutlural Banco do Brasil do Rio, seguindo depois para Brasília e São Paulo.

A FELICIDADES DOS PEIXES, de Arthur Lins, de João Pessoa, PB
“Você é mais fechado, viu. Você tem algum segredo aí dentro.” No curta A Felicidade dos peixes, quem diz essa frase é a prostituta, única figura do presente, com a qual o protagonista se relaciona, rapidamente. Pressinto a força deste personagem solitário e apático; sua potencia é uma espécie de sombra, ou a falta dela. Quem sabe são as lembranças do protagonista, “é, só lembrança” ele repete. Imagens em VHS de uma criança no mar, som de toca-fitas de uma suposta carta da filha perdida no mapa, um peixe laranja no plástico que se dá às crianças, uma piscina vazia, ruidosa e o trabalho- pão de cada dia. Sem muito esforço, nem paixão, toda a existência deste protagonista parece estar contida no mesmo plástico do peixe enquanto a vida autocaminha por uma cidade qualquer, cada um na sua; a vida e a existência.
Neste espaço, entre uma e outra, há uma melancolia essencial, uma falta difusa. Uma falta. De quê?
Não há objeto de verdade. É um filme em suspenso. Atem-se aos mínimos gestos. Narra a banalidade. Um homem rodeado de sons; a trilha sonora de seus dias ali, naquele apartamento com vista e varanda. Há uma espera em algum momento. Algo que não se materializa. Uma espera metafísica que desemboca num sexo pago, sem violência. Há sequidão. Ternura também. Nada está claro, o filme acontece numa zona incerta, de todas e de nenhuma possibilidade. Há um presente também, bem delimitado por planos fixos e simples. Há passagens de tempo-espaço graças ao terceiro aquário; a televisão. Há um MUNDO PET, que não é exatamente um mundo cão. É o mundo de um cão domado. Contido. MUNDO PET, você tem algum segredo aí dentro, viu? E o bilhetinho da sorte entregue na caixa do Yakisoba sugere; “Na beira do abismo, puxe as rédeas do cavalo.” Há um abismo mudo e imenso do lado de lá deste curta. Uma falta sem medida para além dos aquários. Uma saudade. É poesia.      Por Manu Sobral

CELLPHONE, de Daniel Lisboa, de Salvador, BA
Uma história acerca de Cellphone. Que me faz pensar na premissa mesmo do diretor; propor um diálogo no espaço da invisibilidade entre ficção e documentário. Agora, alongo-me nas confusões geradas por este curta. Ele foi exibido num contexto de direitos humanos, e bastante criticado no momento. Aborda questões de Direitos Humanos? Primeira dúvida essencial. Eu defendi, sim, porque em muitos dos discursos documentais do filme, revela-se claramente o machismo tão enraizado na cultura da cidade. Um homem não pode ser baby-sitter, isso aqui é Salvador, meu rei, Brazil. Uma mulher na flor da idade está frígida com você, logo está lhe traindo, procura-se detetive com experiência no assunto. Pequenos crimes. Ao mesmo tempo, o curta trata destas questões sociais, de intimidade urbana também, com bastante humor, fugindo do estereótipo de uma suposta militância. Não, não é um filme denúncia de assuntos subterrâneos, nem mesmo de machismo (este foi um recorte pessoal) audíveis nas zonas etéreas das frequências telefônicas; é um filme-trote, tece uma ficção de acasos no meio de uma multidão munida de aparelhos. Uma ideia simples, revela intimidades no espaço urbano. Assuntos cotidianos. Voltando à polêmica. Uma militante de direitos humanos viu o curta como uma ameaça, sim ameaça, à um dos Direitos fundamentais: o direito à privacidade. Foi falado, o curta sugere uma situação onde anônimos podem ser grampeados, monitorados, o que remete à uma gravíssima infração; a de desrespeitar o direito que uma pessoa tem de controlar e disponibilizar as informações acerca de si. Ou seja, Cellphone foi, na ocasião, apontado como um curta que poderia, dentro de um contexto de Direitos Humanos, incentivar um estado controlador e não democrático. Monitoramento arbitrário de informações privadas. Foi um rolo. Para saber, no meio da reunião, se eram realmente grampos telefônicos, pois se fossem, estaria fora de questão apresentar o curta. Mas o fato não é fato e do outro lado das linhas, estavam atores, numa central organizada pelo diretor, passando espécie de trotes para números recolhidos em anúncios colados na rua. Cai então na água a suspeita de que o curta invade o espaço de liberdade do individuo por meio de prática ilícita. E o filme acaba até sendo premiado com o selo dos Direitos Humanos. Pois é. Fica aqui a deixa: de que forma um filme, com uma proposta narrativa não usual e ousada, pode suscitar de um lado indignação-estranhamento e de outro levantar questões tão poderosas quanto a do estado democrático. Não me pergunte porém, como este caminho crítico, meio torto, a história dos grampos foi tomar conta da cena, mas tomou. E ainda que fossem grampos, concordo, seria um filme feito de modo ilícito (como foi feito Frequencia Hanoi, outro curta dos irmãos Lisboa), mas este espaço invisível é ou não é um terreno da teia social? Do real? E outra; a suposta liberdade garantida por nosso estado democrático (teoricamente sem abusos nem invasões) é ou não está sendo constantemente ameaçada? Fica a ideia. Pode ser uma chave de leitura meio estranha para Cellphone, um filme bem-humorado, mas vale a pena refletir até que ponto uma estrutura narrativa de fronteira pode incomodar o espectador e o status quo.    Por Manu Sobral

EUROPA, de Leonardo Mouramateus, de Fortaleza, CE
O Ceará é um Estado peculiar. Popularmente conhecido por seus comediantes, como Renato Aragão, Chico Anísio, Tom Cavalcante, etc, ele tem no outro extremo a sua nova geração cinematográfica, que tem investido em um cinema contemplativo e nada “Zorra Total”, vide a obra de cineastas como os Irmãos Pretti (na verdade cariocas, mas que produziram bastante por lá), os Irmãos Parente, Ivo Lopes Araujo, Petrus Cariri, entre outros.
“Europa”, de Leonardo Mouramateus, também segue esta linha, tendo um dispositivo bastante curioso. O provocador título é explicado logo no terceiro plano, ao percebermos os nomes das ruas de uma humilde localidade cearense (Rua Itália, Rua França, Rua Bélgica etc). Aliás, o autor, numa boa sacada, simplesmente não botou o título em seu filme (soubemos que é oficialmente “Europa” por causa da capa do DVD e por ele tê-lo escrito com este nome). Criado este conceito, ele deixou a câmera rolar e que seu habitantes/personagens se manifestassem como bem entendiam. E o resultado é mais legítimo e poético do que qualquer documentário chapa-branca que se diz “etnográfico”.  Por Christian Caselli

Veja a ficha técnica e fotos dos filmes e quando eles passam em cada cidade em http://mostradofilmelivre.com/12/selecao.php